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Projetos de conservação do SeaWorld

Hoje eu estive num evento para conhecer os projetos de conservação do Sea World, organizado pela própria equipe do parque, onde foram mostradas suas ações de preservação e proteção dos animais, bem como foi falado um pouco sobre a polêmica gerada pelo documentário Blackfish, que acusa o SeaWorld de maltratar os animais e se utiliza de depoimentos e imagens para embasar sua teoria.

Esse evento reuniu um grupo de aproximadamente 20 jornalistas e blogueiros para conversar sobre esses temas e mostrar o lado do SeaWorld.

E eu achei muito interessante a apresentação e o bate-papo e achei legal trazer essas informações aqui, pois sempre tem pessoas contra e pessoas a favor do Sea World. Mas o que eu acho mais importante é que todos tenham informações suficientes para tirar suas próprias conclusões e não sejam levados por informações desencontradas.

Então o meu objetivo é dividir com vocês o que eu já sabia e o que descobri hoje. A ideia não é defender o SeaWorld, mas é simplesmente dar-lhes a chance de contar a versão deles para os fatos.

O evento contou com a presença de Aimée Jeansonne-Becka, diretora de comunicação do SeaWorld, Gisele Montano, veterinária brasileira que trabalha no SeaWorld de San Diego, Arnaud Desbiez, coordenador do projeto Tatu-Canastra sediado no Pantanal e que recebe apoio do SeaWorld e da Marjori Schroeder, representante do SeaWorld no Brasil.

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Projetos de cuidados e preservação do SeaWorld

A primeira coisa importante que eu fiquei sabendo é que o SeaWorld é certificado por três grandes instituições como um parque que respeita os critérios de cuidados com os animais e segue leis internacionais e/ou federais. São elas a Association of Zoos & Aquariums, International Marine Animal Trainers Association e Alliance of Marine Mammals Parks & Aquariums.

A Gisele nos contou sobre os projetos de conservação promovidos pelo parque. O SeaWorld tem especialistas de plantão 24 horas por dia em pontos específicos da costa dos Estados Unidos e recebem demandas da guarda costeira, de órgãos governamentais e até de moradores quando um animal marinho está em perigo. São situações como vazamento de óleo, animais que foram atingidos ou machucados por hélices de barcos, animais que encanharam na costa ou que engoliram lixo ou anzol.Projetos de conservação do SeaWorld Projetos de conservação do SeaWorld Projetos de conservação do SeaWorld

No total já foram 26 mil animais resgatados, tratados e devolvidos à natureza. Alguns chegam a ficar meses sob tratamentos nos centros de cuidados do SeaWorld, para finalmente poderem voltar à natureza.

Achei interessante saber que essas ações já ocorrem há muitos anos e não é nenhuma manobra de marketing, como muitos pensam, para reverter a imagem negativa que o documentário deixou.

O SeaWorld conta com modernos centro cirúrgicos, aparelhos para exames detalhados e laboratórios próprios para todo o cuidado desses animais em reabilitação e também dos animais existentes nos seus três parque.Projetos de conservação do SeaWorld Projetos de conservação do SeaWorld Projetos de conservação do SeaWorld

Aliás o SeaWorld não tira animais da natureza para seus parques há mais de 30 anos; 90% dos animais existentes nos parques já nasceram em cativeiro. Esses animais não estão no parque somente para entretenimento; a maioria deles serve para pesquisas de preservação e reprodução da espécie. São usadas próteses e pesquisas com células tronco para curar ou tratar doenças ou ferimentos dos animais.

Segundo informações da Gisele, os animais não sofrem maus-tratos, não passam fome nem durante os treinamentos nem antes dos shows e que os animais só entram no show se quiserem; os animais que não se mostrarem dispostos a participar, são poupados.

Eu já falei aqui no blog diversas vezes que não sou muito fã dos shows com baleias e com golfinhos. Simplesmente não acho muito interessante ver animais servindo de entretenimento para o ser humano. Prefiro vê-los em situações como o Dine with Shamu ou no encontro com os golfinhos que ocorrem nos parques, que são momentos onde os animais ficam mais soltos e com menos “compromisso”.

Porém, já falei aqui no blog também que não acredito que os treinadores maltratem os animais, pois imagino que as baleias comeriam esses treinadores, caso sofressem violência. Vi cenas de baleias dando beijinho nos treinadores e acho que elas atacariam se houvesse agressão.

Blue World

O SeaWorld já havia divulgado a intenção de construir uma área nova para as baleias em seus parques, chamada Blue World. Trata-se o maior investimento já feito pelo SeaWorld.

A nova área irá proporcionar aos visitantes uma maior visão e interação com as baleias, permitindo aumento do aprendizado e observação dos animais.

Como benefício para as baleias, o novo habitat proporcionará diferentes experiências físicas e mentais. Entre as principais novidades será a construção de uma “corrente de águas rápidas” que vai permitir que as baleias nadem contra o fluxo da água, simulando uma situação que ocorre na natureza. O novo local vai oferecer mais espaço para as baleias.

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Essa nova área começa a ser construída no SeaWorld San Diego já em 2016, com previsão de inauguração em 2018. Em Orlando a área tem previsão de abertura em 2020.

Fundo de Conservação

O que muita gente não sabe é que o SeaWorld possui um fundo de conservação, o SeaWorld & Busch Gardens Conservation Fund. Esse fundo, criado em 2003, já financiou diversos projetos ao redor do mundo, beneficiando mais 800 organizações. Foram mais de 11 milhões de dólares doados para esses projetos.

Esse fundo financia projetos de pesquisa e preservação de diversas espécies e não só espécies marinhas. O SeaWorld apoia com recursos financeiros ou com o envio de especialistas e veterinários para repassar conhecimento e oferecer suporte aos projetos.

Projeto Tatu-Canastra

Um dos projetos que o SeaWorld financia fica no Brasil e é o Projeto Tatu-Canastra, localizado no Pantanal.

O tatu-canastra é uma espécie muito rara de tatu, ameaçada de extinção. É a maior espécie de tatu podendo chegar a 1,5 metro e 50kg.

Giant Armadillo (Priodontes maximus) Wild, Pantanal, Brazil

O francês Arnaud, que mora no Brasil desde 2003, é o coordenador do projeto e nos falou um pouco sobre o animal, sobre o projeto e sobre a importância do apoio do SeaWorld na preservação do animal.

O SeaWorld já doou US$50 mil dólares para o Projeto Tatu-Canastra em 3 anos e é o maior doador do projeto até então. Além das doações, o SeaWorld oferece apoio com o aconselhamento científico e com a visita de veterinários e especialistas.

A polêmica do Blackfish

É claro que o documentário Blackfish não ficaria de fora da conversa, até porque ele teve grande repercussão e tem gerado uma imagem muito negativa do SeaWorld.

O filme alega entre outras coisas que o SeaWorld captura baleias na natureza para os seus shows, que os animais são maltratados, inclusive passam fome e que os bebês são separados de suas mães quando nascem.

O SeaWorld conta a sua versão para os fatos e alega que:

– foram usadas no filme imagens da captura de baleias que ocorreram há 40 anos, quando essa prática era permitida.

– os filhos que foram separados de suas mães já tinham mais de 4 anos quando isso ocorreu e que não eram filhotes.

– os animais não são forçados a participar do shows e não sofrem maus-tratos.

– o filme usa depoimentos de treinadores que muitas vezes nem sequer trabalharam com as baleias.

– são feitas afirmações no filme sobre a baleia Tilikum que são completamente equivocadas. Essa é a baleia que matou acidentalmente uma treinadora durante o show.

– se preocupa e zela pela segurança dos seus funcionários.

– ex-treinadores teriam dado entrevistas de mais de duas horas para a diretora do filme e que somente foram tirados pequenos trechos, distorcendo o que o treinador havia dito.

Aliás tem um vídeo com o depoimento de um dos treinadores que aparece no documentário, alegando justamente que o filme se propunha a mostrar os dois lados da questão e que ele forneceu uma entrevista de horas e que somente alguns trechos foram usados fora de contexto. Abaixo trecho do depoimento do treinador Mark Simmons:

Concluindo: Eu procuro mostrar para a minha filha o “lado bom” do SeaWorld: a importância de cuidar dos animais e o que podemos fazer para preservá-los. Gosto de atrações como a Turtle Trek e Antarctica, que mostra um cuidado e carinho com os animais. Um dos melhores shows de Natal que assistimos é no SeaWorld, o O’ Wondrous Night. A área infantil do parque é incrível. Ou seja, o parque tem muita atração boa que permite adultos e crianças criarem uma ligação afetiva com os animais.

Vou reforçar: estou aqui trazendo a réplica do SeaWorld, bem como as informações e relatos que eles passaram. Não tenho o objetivo de levantar qualquer tipo de bandeira pró ou contra ao SeaWorld. Eu simplesmente tirei as minhas próprias conclusões depois de ver os dois lados.

Para quem quiser saber mais, seguem mais links para conhecer projetos de conservação do SeaWorld, além do links que já estão indicados no post:

Vídeos no You Tube, que mostram entrevistas com treinadores e vídeos de resgates com legendas em português.
Ask SeaWorld, site que traz perguntas de visitantes com respostas sobre temas diversos (em inglês).
Blue World, site que fala como será a nova área das baleias e quais os investimentos e pesquisas envolvidos (em inglês)
SeaWorld Cares, site que fala das ações de preservação (em inglês)
Versão do SeaWorld para o Blackfish, em português.

Já conhece os serviços da Andreza?

4 comentários em “Projetos de conservação do SeaWorld”

  1. Não acredito que maltratem os animais não. Há um carinho evidente dos treinadores e os animais. E é muito difícil encenar o tempo todo. Animais não mentem. A parte ruim é o cativeiro, mas ensinam o respeito e a preservação. Eu , particularmente, amo o lugar.

  2. Sempre gostei dos shows com animais, entendo o ponto do comentário em defesa dos animais, porém estes animais tão pouco se adaptariam ao mundo real, tão pouco também sofrem maus tratos. Seria um pouco difícil uma empresa com tamanha exposição conseguir esconder essas acusações de tantos órgãos fiscalizadores, tratando-se de um país Q segue suas leis.

  3. Boa tarde. Também o que presenciei lá foi o cuidado dos treinadores com os animais. Só acho que o cativeiro poderia ser bem maior, afinal dinheiro para isso eles tem. Adoro seu site, Andreza! Bjs

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