O que fazer em Munique, a capital da Baviera e berço da Oktoberfest

Nesse Post você vai ver

Munique, ou Munich, é muito mais do que o lugar da Oktoberfest ou o centro industrial da Alemanha. A cidade mistura tradição bávara com modernidade de um jeito que se combinam naturalmente no dia a dia. Em poucos minutos de caminhada, você passa por palácios reais, igrejas antigas, bairros residenciais charmosos e sedes de algumas das maiores empresas de tecnologia e engenharia do mundo. É uma cidade elegante, organizada e cheia de vida, com museus importantes, áreas verdes enormes e uma cena cultural que surpreende quem chega pela primeira vez.

O próprio nome München já entrega a origem da cidade. Ele vem de “Munichen”, expressão do alto alemão médio que significa “pelos monges”. Isso porque o local começou como um pequeno assentamento de monges beneditinos por volta do século VIII. Essa herança está tão presente na identidade da cidade que o Münchner Kindl, o “pequeno monge”, continua até hoje como símbolo oficial no brasão.

Neste guia, reuni as principais atrações, dicas de hospedagem, sugestões de onde comer e informações práticas para você explorar a capital da Baviera de maneira completa, indo além do básico e aproveitando tudo o que faz de Munique um dos destinos mais interessantes da Europa.

Como é Munique

Munique, ou Munich, tem um clima que foge do estereótipo alemão. A cidade é tão ensolarada e agradável nos meses quentes que ganhou o apelido de “a cidade mais ao norte da Itália”. Enquanto Frankfurt se destaca pelos arranha-céus, Munique preserva um centro histórico com uma regra rígida: nenhum prédio pode ser mais alto que as torres da Frauenkirche, a catedral. Isso mantém a cidade com uma escala humana, um visual harmonioso e aquele charme que mistura vilas antigas com ruas elegantes. Esse cuidado convive com uma herança marcante da dinastia Wittelsbach, que governou a região por quase mil anos, e com a modernidade de marcas gigantes, como a BMW.

A cidade também funciona como um hub aéreo e ferroviário importante, sendo porta de entrada para os Alpes, Áustria e República Tcheca. Mesmo assim, Munique não é um lugar só de passagem. Em três a cinco dias dá para ver bem a essência local, transitando da Marienplatz, sempre cheia e histórica, até o clima relaxado do English Garden, onde moradores e turistas desaceleram ao longo do rio Isar.

O centro histórico de Munich foi bastante danificado durante a Segunda Guerra, mas acabou reconstruído praticamente como era antes, mantendo o charme original. Caminhar por ali é simples e gostoso, com ruas antigas, prédios de várias épocas e aquela mistura típica de uma cidade que cresceu sem perder a essência. No fim das contas, Munique é uma cidade organizada, segura e fácil de explorar, e o transporte público funciona tão bem que facilita muito a vida de quem está visitando.

O que fazer em Munique

A parte turística de Munich é bem compacta, principalmente no centro, então dá para conhecer muita coisa caminhando entre a área histórica, o mercado e os palácios urbanos. A seguir, reuni as atrações que fazem parte do roteiro básico para entender bem a cidade e aproveitar o que Munique oferece de mais interessante. Veja aqui todos os ingressos à venda para Munique.

Marienplatz e a Nova Prefeitura (Neues Rathaus)

A Marienplatz é o coração pulsante de Munique desde 1158. O destaque absoluto é a Nova Prefeitura, um edifício em estilo neogótico que domina a praça com sua torre imponente e fachada ricamente adornada. É aqui que se encontra o famoso Glockenspiel, o carrilhão que encanta multidões diariamente às 11h e 12h (e também às 17h durante o verão). O espetáculo dura cerca de 12 minutos e apresenta 32 figuras de tamanho natural que encenam o casamento do Duque Guilherme V e a tradicional dança dos tanoeiros, que simboliza a perseverança da população após uma epidemia de peste. No centro da praça, a Mariensäule (Coluna de Maria) celebra o fim da ocupação sueca durante a Guerra dos Trinta Anos. Passeio gratuito. 

Frauenkirche (Catedral de Nossa Senhora)

As duas torres gêmeas da Frauenkirche, com suas cúpulas de cobre em formato de cebola, são o grande símbolo do horizonte de Munique. A catedral foi construída no século XV e impressiona justamente pela simplicidade do interior, que contrasta com a grandiosidade da estrutura. Na entrada, muita gente procura a “Teufelstritt”, a famosa Pegada do Diabo, uma marca escura no chão que, segundo a lenda, teria sido deixada pelo próprio demônio ao zombar da arquitetura da igreja. Quem quiser subir uma das torres encontra uma das vistas mais autênticas da cidade, e o acesso custa cerca de €7 por pessoa.

Igreja de São Pedro (Peterskirche)

A St. Peter’s Church (Peterskirche) é a igreja paroquial mais antiga de Munique e, curiosamente, oferece uma das vistas mais impressionantes da cidade moderna e de toda a região da Marienplatz. Para quem topa o desafio físico, são cerca de 300 degraus até o topo da torre de 56 metros. O esforço vale a pena: em dias de céu limpo, é possível até avistar os picos nevados dos Alpes bávaros. O interior da igreja é um belo exemplo dos estilos barroco e rococó, cheio de detalhes e bem diferente da fachada mais simples. A subida à torre custa cerca de €5 por pessoa e costuma ser uma das experiências mais marcantes no centro histórico.

Residenz (Palácio da Residência)

O Munich Residenz foi a sede oficial do governo e a residência dos monarcas bávaros da família Wittelsbach entre 1508 e 1918. Considerado o maior palácio urbano da Alemanha, ele mostra não só a grandiosidade da dinastia, mas também a evolução arquitetônica de vários períodos. A visita passa por salas impressionantes, incluindo o Antiquarium, um salão renascentista incrível, repleto de afrescos e detalhes que fazem dele um dos ambientes mais imponentes do palácio. No Tesouro (Schatzkammer), estão joias, coroas, insígnias e objetos litúrgicos de valor histórico enorme. Dentro do mesmo complexo fica o Teatro Cuvilliés, um dos melhores exemplos do rococó europeu, com interior em vermelho e dourado que parece cenário de ópera. O ingresso combinado para visitar o Residenz, o Tesouro e o teatro custa em torno de €17 por pessoa, variando conforme a temporada.

Palácio Nymphenburg

O Nymphenburg Palace fica na zona oeste de Munique e foi a residência de verão dos reis da Baviera. O complexo é enorme, cercado por um parque em estilo inglês, canais, lagos e pequenos pavilhões usados como espaços de lazer e caça pela família real. Dentro do palácio, o grande destaque é o Steinerner Saal, um salão impressionante, decorado com afrescos que ocupam todo o teto, além da famosa Galeria das Belezas do rei Luís I, com 36 retratos das mulheres consideradas as mais belas da cidade no século XIX. Caminhar pelos jardins, estufas e áreas abertas é uma experiência tranquila, que mistura história e natureza de um jeito único. O ingresso para visitar o palácio custa cerca de €10 por pessoa, com tarifas separadas para os pavilhões e jardins dependendo da temporada. Compre ingressos aqui.

Englischer Garten (Jardim Inglês)

O English Garden é o grande pulmão verde de Munique e tem uma área até maior que a do Central Park, então dá para imaginar o tamanho do lugar. É o ponto de encontro dos moradores para caminhar, correr, fazer piquenique ou só curtir o dia ao ar livre. Um dos destaques é o Eisbach, o canal onde surfistas encaram uma onda fixa o ano inteiro, mesmo no frio. Já a Chinesischer Turm abriga um dos maiores Biergartens da cidade, os tradicionais jardins de cerveja bávaros, com mesas ao ar livre onde todo mundo se reúne para beber, comer e aproveitar o clima. No alto de uma colina, o Monopteros completa o passeio com uma das vistas mais bonitas do pôr do sol. A entrada é gratuita.

Dieses Bild entstand während des Landtagsprojekts 2012 im Bayerischen Landtag.

Mundo BMW e Museu BMW

Munique é a casa da BMW Welt, e o complexo ao lado do Parque Olímpico é parada obrigatória para quem gosta de tecnologia, design e automobilismo. O BMW Welt funciona como um grande showroom futurista, com acesso gratuito, onde é possível ver de perto os lançamentos da marca, explorar modelos elétricos e até acompanhar a entrega de carros zero quilômetro aos compradores. Logo ao lado fica o BMW Museum, instalado em um prédio icônico em formato de taça. Ali, a visita apresenta a evolução técnica e estética da BMW, desde motores de aviação até carros clássicos, motos históricas e protótipos futuristas. O ingresso para o museu custa cerca de €10 por pessoa e rende algumas horas de passeio super interessantes.

Oktoberfest

A Oktoberfest é o maior festival de cerveja do mundo e transforma o parque Theresienwiese em um enorme conjunto de tendas, música, comidas típicas e tradição bávara. O evento acontece todos os anos entre final de setembro e começo de outubro, reunindo milhões de pessoas para experimentar as cervejarias locais, os pratos clássicos e o clima animado que toma conta da cidade. A entrada no festival é gratuita, e você paga apenas pelo consumo dentro das tendas e pelos brinquedos do parque de diversões. Mesmo quem não é fã de cerveja costuma curtir o ambiente, já que a festa mistura cultura, história e diversão num só lugar.

Munique com crianças

Munique é um destino excepcional para famílias, oferecendo uma infraestrutura urbana plana e acessível, além de atrações que estimulam a curiosidade e o aprendizado prático.   

Deutsches Museum é, sem dúvida, a estrela para os pequenos. Sendo o maior museu de ciência e tecnologia do mundo, ele possui uma seção dedicada chamada “Kinderreich” (Reino das Crianças), projetada para crianças de 3 a 8 anos. Lá, elas podem aprender leis da gravidade em pistas de bolinhas de gude, experimentar um simulador de helicóptero movido a pedal ou explorar o interior de um carro de bombeiros real.   

Zoológico Hellabrunn (Tierpark Hellabrunn) é outro favorito. Fundado em 1911, foi o primeiro geo-zoológico do mundo, onde os animais são organizados de acordo com sua origem geográfica em habitats naturais amplos. O zoológico conta com playgrounds excelentes e o Kinderland, onde as crianças podem interagir com animais domésticos no peting zoo.   

Para dias chuvosos ou de frio, o Museu do Brinquedo (Spielzeugmuseum), localizado na torre da Antiga Prefeitura na Marienplatz, oferece quatro andares repletos de brinquedos históricos, desde ursos de pelúcia clássicos até coleções raras da Barbie e robôs antigos. No Parque Olímpico, o SEA LIFE München permite uma imersão no mundo marinho, com túneis que passam por baixo de tanques repletos de tubarões e arraias.   

Como se locomover em Munique

O transporte público de Munique (MVV) é considerado um dos mais eficientes da Europa, conectando metrô (U-Bahn), trens suburbanos (S-Bahn), bondes e ônibus dentro de um único sistema. A cidade é organizada por zonas tarifárias, mas para quem vai turistar, praticamente tudo está dentro da Zona M, que cobre o centro e a maior parte dos pontos de interesse.

Os bilhetes diários acabam sendo a melhor forma de economizar. As opções de 24 horas, 2 dias ou mais saem bem mais em conta, principalmente no bilhete de grupo, válido para até cinco pessoas viajando juntas. Por exemplo: o bilhete diário da Zona M custa €16,90 por pessoa ou €29,90 para um grupo, enquanto o passe de três dias fica em €29,90 individual ou €47,90 para até cinco pessoas.

Quem chega pelo aeroporto pode optar pelo Airport-City-Day-Ticket, que custa cerca de €28,90 (Zona M–6). Ele inclui o trajeto completo até o centro e libera o uso ilimitado do transporte público pelo restante do dia, o que costuma ser a escolha mais prática para quem está desembarcando e ainda vai circular bastante.

Para consultar horários, planejar rotas e ver mapas atualizados do transporte público de Munich, o site oficial da MVV é o canal mais completo. Ele mostra todas as linhas de metrô, trem, bonde e ônibus em tempo real. Quem prefere usar o celular pode baixar o MVV-App ou o DB Navigator, que funcionam como Google Maps local, mostrando conexões, mudanças de plataforma e o tempo de deslocamento. Já os mapas físicos do metrô e da rede de transporte são encontrados gratuitamente nas estações, hotéis e centros de informação turística, o que ajuda bastante para quem gosta de ter tudo em mãos durante o passeio.

Um ponto importante, que acontece em várias cidades da Europa, é que a validação do bilhete é obrigatória antes de começar a viagem. As máquinas são azuis e ficam nas plataformas ou dentro dos bondes e ônibus. Muita gente esquece disso e acaba levando multa, e não é barata. A penalidade padrão é de €60 e é cobrada na hora pelos fiscais.

Para explorar o centro histórico, caminhar é uma excelente opção, já que grande parte da área é pedonal e super agradável. E, se você gosta de pedalar, Munique é bem plana e cheia de ciclovias seguras, tanto no centro quanto ao longo do rio Isar e dentro dos parques.

Para quem pensa em alugar carro em Munich, vale lembrar que dentro da cidade ele costuma atrapalhar mais do que ajudar. O centro tem muitas áreas exclusivas para pedestres, o trânsito é restrito em várias partes e estacionar não é barato. Mas, se a ideia é fazer bate-voltas ou explorar a região, aí sim o carro faz diferença. Destinos como o Castelo Neuschwanstein, Garmisch-Partenkirchen, Lago Eibsee, Regensburg, Rothenburg ob der Tauber e até Salzburgo ficam mais práticos de acessar dirigindo, com liberdade para montar seu ritmo de viagem. Se pretende alugar um carro, faça sua cotação aqui.

Onde ficar em Munique

Escolher o bairro ideal em Munique depende do seu perfil de viajante e do orçamento disponível. A cidade oferece desde o luxo palaciano do centro histórico até a modernidade funcional próxima à estação central.   

Entre os hotéis mais tradicionais de Munique está o Hotel Torbräu, que fica na região da Altstadt, o centrinho histórico da cidade. A localização é excelente para explorar a Marienplatz e os principais pontos turísticos a pé. É um hotel clássico, confortável e com atendimento super elogiado. Algumas tarifas incluem café da manhã e as diárias começam em torno de €140.

Outro queridinho na mesma região é o Platzl Hotel, também na Altstadt, a poucos passos de restaurantes tradicionais e dos pontos mais famosos. Ele combina quartos amplos, ambiente elegante e aquela vibe bávara mais moderna. O café costuma ser incluído em algumas tarifas e as diárias começam a partir de €210.

Quem prefere um cinco estrelas com estrutura maior costuma gostar do Sofitel Munich Bayerpost, localizado em Ludwigsvorstadt, coladinho na estação central (Hauptbahnhof). O hotel funciona num prédio histórico super bonito, com ambientes elegantes e serviço impecável. O café da manhã aparece em algumas tarifas e as diárias começam por volta de €230.

Também em Ludwigsvorstadt, fica o Metropol by Maier Privathotels, um boutique hotel charmoso, com quartos modernos e um dos cafés da manhã mais elogiados da região, só incluído em algumas tarifas. É uma opção confortável e com ótimo custo-benefício. As diárias a partir de €90.

Metropol tem bons valores, com pegada de hotel boutique.

Para quem quer economizar sem abrir mão da boa localização, uma alternativa prática é o a&o München Hauptbahnhof, também na região de Ludwigsvorstadt, a poucos passos da estação central. Ele oferece quartos privados e dormitórios, ambientes simples porém funcionais e acesso fácil ao metrô e aos trens. O café da manhã é pago à parte e as diárias costumam começar em torno de €60.

Mas mesma região tem o Aparthotel Adagio München City é uma ótima opção para quem prefere ter mais autonomia durante a viagem. Ele funciona no estilo apart-hotel, com studios e apartamentos equipados com mini cozinha, ideais para preparar refeições rápidas ou café da manhã no próprio quarto. As diárias começam em €110, e o café da manhã é oferecido como extra.

Um pouco mais ao norte, na região de Maxvorstadt, o Hotel Europa é uma opção confortável, moderna e com fácil acesso ao transporte público. Fica a uma curta distância de museus e do bairro universitário. Algumas tarifas incluem café da manhã e as diárias começam em torno de €120.

Entre as redes internacionais, o Novotel München City fica em Au-Haidhausen, uma área agradável e com muitos cafés, restaurantes e acesso fácil ao centro. O hotel tem bons quartos e estrutura completa, com café da manhã disponível como extra. As diárias começam por volta de €120.

Na categoria super econômica, o Ibis Budget München City Olympiapark fica na região do Olympiapark, ao norte da cidade. É ideal para quem quer só um lugar simples para dormir. O café é pago à parte e as diárias começam em torno de €55.

Uma opção bem avaliada da rede é o Motel One München-Deutsches Museum, na região de Au-Haidhausen, um bairro super agradável e com fácil acesso ao centro. Ele tem quartos modernos, aquele design padrão da marca e uma localização excelente para quem gosta de explorar a cidade a pé ou de transporte público. O café da manhã é pago à parte e as diárias começam em torno de €85.

Por fim, o Holiday Inn Munich – City Centre, também em Au-Haidhausen, é uma boa opção para quem prefere hotéis de rede com estrutura maior. Fica ao lado da Rosenheimer Platz, com acesso fácil ao metrô e ao centro. Algumas tarifas incluem café da manhã e as diárias começam em torno de €90.

Onde comer em Munique

A gastronomia bávara é conhecida pelas porções generosas e pelos sabores rústicos, bem estilo de culinária camponesa tradicional que marca a cultura da região. Antes mesmo de escolher onde comer, vale conhecer os pratos que fazem parte da mesa dos moradores de Munique. A base da cozinha é simples e cheia de personalidade, com muito porco, batata e conservas de repolho. Entre os clássicos está o Weißwurst, a salsicha branca típica da Baviera que, por tradição, deve ser consumida antes do meio-dia, sempre acompanhada de mostarda doce e um pretzel gigante. Outro símbolo absoluto é o Schweinshaxe, o famoso joelho de porco assado com pele crocante, normalmente servido com os tradicionais Knödel (bolinho de batata ou pão). Já o Leberkäse (um tipo de “bolo de carne” bávaro, feito de carne moída fina e assado em fôrma) aparece como uma opção rápida e prática, quase sempre servido quente dentro de um pão fresquinho, enquanto o Käsespätzle surge como a melhor alternativa para vegetarianos, uma massa caseira com bastante queijo e cebola frita por cima.

As sobremesas também têm um espaço especial. O Apfelstrudel está em praticamente todos os cardápios, sempre acompanhado de creme de baunilha, mas quem quiser provar algo menos óbvio pode pedir o Dampfnudel, um pão doce cozido no vapor do leite, ou o Prinzregententorte, um bolo elegante de sete camadas criado em homenagem à realeza bávara. Para acompanhar tudo isso, não tem como ignorar a cerveja, já que Munique é praticamente um templo para quem gosta da bebida. Ela é servida nas tradicionais canecas de meio litro ou de um litro, e as variedades mais populares são a Helles, clara e leve, a Weißbier, feita de trigo e bem refrescante, e a sazonal Starkbier, uma cerveja mais forte que aparece durante a Quaresma.

Quando chega a hora de escolher onde comer, Munique oferece experiências que vão desde as cervejarias tradicionais até restaurantes sofisticados. Entre as opções mais clássicas estão a Hofbräuhaus am Platzl, considerada a cervejaria mais famosa do mundo, sempre cheia, com música ao vivo, garçons em trajes típicos e pratos tradicionais a preços bem acessíveis. Outro ponto muito querido pelos moradores é o Augustiner-Keller, conhecido pelo enorme Biergarten sob as castanheiras e pelo porão histórico de tijolos. Ali, a Augustiner Edelstoff servida direto do barril de madeira é obrigatória. O Schneider Bräuhaus também aparece entre os favoritos, principalmente por oferecer algumas das melhores cervejas de trigo da cidade e cortes de carne mais tradicionais.

Para uma refeição com preço moderado, o Donisl, ao lado da Marienplatz, combina tradição com um visual renovado e mais leve. Já o Ratskeller München, nos porões da prefeitura, chama atenção pela decoração gótica e pelo cardápio extenso que vai do básico alemão a pratos internacionais. Uma proposta mais jovem fica com o Xaver’s, uma taberna contemporânea no centro, conhecida pelo ambiente acolhedor e pela execução impecável dos pratos bávaros.

Quem busca uma experiência mais sofisticada encontra opções incríveis. No prédio do famoso empório gourmet Dallmayr funciona o Alois – Dallmayr Fine Dining, um restaurante estrelado que oferece uma das experiências gastronômicas mais refinadas do país. Outra escolha elegante é o Schwarzreiter Tagesbar & Restaurant, no Hotel Vier Jahreszeiten Kempinski, que apresenta a chamada “Young Bavarian Cuisine”, reinterpretando ingredientes locais com muita técnica. Por fim, para quem quiser variar um pouco da comida alemã, o Matsuhisa Munich traz a fusão japonesa-peruana que ficou famosa no mundo inteiro e que faz muito sucesso entre os viajantes.

Dicas práticas finais

Munique é uma cidade tranquila e segura, mas alguns detalhes do dia a dia podem facilitar bastante a sua estadia em 2026. Um ponto importante é que, diferente do Brasil, a maior parte do comércio fecha completamente aos domingos. Shoppings, lojas e até muitos supermercados não abrem, então vale organizar suas compras com antecedência. As exceções ficam por conta das farmácias de plantão e dos mercados dentro das grandes estações, como a Hauptbahnhof, que funcionam normalmente.

Mesmo com o uso amplo de cartão nos restaurantes e atrações turísticas, a cultura do dinheiro em espécie ainda é bem presente na Alemanha. Pequenos cafés, padarias de bairro e barracas de rua podem não aceitar cartão ou exigir um valor mínimo. Por isso, é sempre bom ter alguns euros na carteira para evitar perrengue.

O inglês é bastante falado em hotéis, lojas e restaurantes, mas usar uma expressão local, como o tradicional “Grüß Gott”, que é a saudação típica da Baviera, acaba sendo uma forma simpática de se aproximar da cultura e dos moradores.

E sobre o clima, os meses de maio a setembro são os mais agradáveis para aproveitar os Biergartens ao ar livre. Já quem visita em março pode pegar o Starkbierfest, o festival da cerveja forte, que é uma alternativa menor, mais local e bem menos lotada do que a Oktoberfest e muita gente prefere justamente por isso.

Nossa opinião sobre Munique

Depois de visitar pela primeira vez, percebi que Munich é aquele tipo de cidade que não tenta impressionar de primeira, mas quando você vê, já está completamente envolvida pela vibe tranquila e organizada do lugar. Ela tem um ritmo calmo, ruas bonitas, parques enormes e uma mistura gostosa de tradição com modernidade. Para conhecer bem a cidade, eu recomendo algo entre 3 e 5 dias, tempo suficiente para caminhar pelo centro histórico, curtir os jardins, provar a gastronomia e ainda fazer algum bate-volta rápido. E essa é outra vantagem: Munique é uma base excelente para explorar lugares ali perto, como os castelos da Baviera, os lagos, os Alpes e até a famosa Rota Romântica, que falaremos no próximo post. No fim, é um destino que entrega exatamente o que promete, com aquele equilíbrio raro entre cidade grande e qualidade de vida e que deixa sempre uma vontadezinha de voltar.

Foto de Andreza Trivillin

Andreza Trivillin

Paulistana, nascida na Moóca, moradora do Ipiranga por mais de 20 anos até se mudar para Orlando. Administradora de Empresas formada pela FAAP, com MBA em Marketing pela ESPM. Mãe de uma, esposa de outro. Apaixonada por viagens, fã da Disney, curiosa e engraçadinha por natureza. Juntou tudo isso e deu um blog e numa agência de viagens que ajudam anualmente milhares de pessoas com as suas viagens para Orlando e outros destinos.

perfil no Insta

Artigos relacionados

Viaje com a Andreza dica & indica!

Contrate seus serviços e experiência de mais de 30 anos em Orlando e seja feliz na terra da magia!

Receba dicas, promoções e atualizações do blog direto no seu e-mail.

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Guia de Orlando

É o único Guia de Orlando impresso
escrito por quem realmente conhece
e frequenta os parques!

GOSTOU DO ARTIGO? COMENTE!