Roma é a alma vibrante da Itália, mas a apenas 2 horas de trem, você encontra um mosaico de destinos que revelam a essência do país: cidades que moldaram o Renascimento, vilarejos que parecem pinturas à beira-mar, ruínas que contam histórias antigas e recantos espirituais.
Neste post, selecionamos cinco regiões icônicas super próximas de Roma que são um convite para estender sua aventura na Itália. De Florença, onde a arte floresceu, à Costa Amalfitana, com seus penhascos banhados pelo sol, cada lugar tem uma história única para contar. Este guia traz descrições detalhadas, dicas práticas de como chegar, preços de trem e sugestões para sentir o pulsar de cada destino, tudo no estilo apaixonante e útil que você adora. Prepare-se para descobrir o coração da Itália, a poucos passos de Roma!
Já estive em todas essas regiões em diferentes viagens e são lugares incríveis para se conhecer.
Florença (Firenze, Toscana)
Florença fica perto de Roma e dá para aproveitar um dia inteiro por lá sem correria. A cidade é considerada o berço do Renascimento, então não falta arte espalhada por todos os lados. A Catedral de Santa Maria del Fiore, com a famosa cúpula do Brunelleschi, é sempre o primeiro impacto – enorme, impressionante e bem no coração da cidade. A poucas quadras dali está a Galeria Uffizi, onde ficam obras icônicas como O Nascimento de Vênus do Botticelli e tantas outras de Michelangelo, Da Vinci e Rafael. Caminhando pela Ponte Vecchio, aquela ponte medieval cheia de joalherias, dá para ver o Rio Arno lá embaixo e sentir um pouco da atmosfera clássica da cidade. Se quiser ver um lado mais local, atravesse para o bairro Oltrarno, onde ainda existem oficinas de artesãos produzindo couro, papel marmorizado e cerâmicas à mão, ótimo para trazer lembranças diferentes das famosas vitrines da Via Tornabuoni.

A gastronomia de Florença também é um ponto forte: trattorias servem pratos típicos toscanos, como a bistecca alla fiorentina, e o Mercato Centrale é um bom lugar para provar massas frescas, queijos e vinhos da região sem gastar tanto. Para fechar o dia com um doce, vale pegar um gelato na Gelateria La Carraia, que costuma ser uma das favoritas de quem visita a cidade. Mesmo sendo um bate e volta, dá para ter uma boa ideia do que torna Florença tão especial e entender por que tantos viajantes acabam voltando.
Como chegar: Trem Frecciarossa saindo de Roma Termini até Firenze Santa Maria Novella (1h30, cerca de €50 cada trecho). Compre direto no site da Trenitalia. Se preferir a segurança de uma excursão de ônibus, você pode reservar aqui.
Dica: Para evitar filas, compre ingressos com antecedência. O outono costuma ser uma época mais tranquila para explorar os museus e o centro histórico. Clique aqui para comprar ingressos em Florença.

Pisa (Toscana)
Pisa fica a cerca de 2 horas de Roma e é muito mais do que a famosa torre torta. A cidade cresceu como uma potência marítima na Idade Média e ainda guarda sinais dessa época em praças, palácios e igrejas espalhados pelo centro histórico. O ponto mais conhecido é a Piazza dei Miracoli, onde fica a Torre Inclinada, o Duomo em mármore branco e o Batistério. Mesmo quem já viu fotos a vida inteira se surpreende quando chega ali, porque o conjunto é realmente impressionante e as construções são enormes. Dentro do Duomo, os mosaicos e o trabalho em mármore chamam atenção, enquanto o Batistério é famoso pela acústica perfeita; os guardas costumam fazer uma demonstração que ecoa por todo o espaço.
Depois de explorar a área mais turística, vale caminhar até a Piazza dei Cavalieri, que mostra um lado totalmente diferente da cidade. Ali ficam palácios renascentistas e a Scuola Normale Superiore, uma das instituições acadêmicas mais prestigiadas da Itália. O entorno é mais tranquilo e ajuda a entender Pisa além do cartão-postal. Já as margens do Rio Arno são ótimas para um passeio mais calmo, com cafés frequentados por estudantes e pontes de onde dá para ver a cidade com outras cores no fim da tarde.

Para comer algo típico e simples, experimente o cecina, uma torta fininha de grão-de-bico servida quentinha na Pizzeria Il Montino, uma tradição local. Quem preferir pratos mais robustos encontra massas toscanas como pappardelle al cinghiale, bem comuns nas trattorias da região.
Como chegar: Trem Frecciarossa de Roma Termini até Pisa Centrale (1h50–2h, entre €25 e €40 cada trecho). Compre diretamente no site da Trenitalia. Se preferir excursão em grupo, clique aqui.
Dica: Chegue cedo para evitar filas e conseguir fotos com a luz mais suave da manhã. Se quiser se deslocar mais rápido entre o centro e o Rio Arno, o aluguel de bicicleta funciona super bem na cidade. Compre aqui ingressos para Pisa.

Nápoles (Napoli, Campania)
A apenas 1h10 de Roma, Nápoles entrega aquela mistura única de energia, tradição e história que faz qualquer bate e volta valer a pena. A cidade tem um ritmo próprio: buzinas, motos passando, moradores conversando alto na porta de casa… tudo isso convivendo com palácios antigos, igrejas barrocas e ruas que existem há milhares de anos. A região do Centro Histórico é sempre o melhor ponto de partida, e a Spaccanapoli corta o bairro como uma linha reta cheia de lojinhas, padarias, capelas e prédios que lembram a época dos reis espanhóis.
Quem gosta de arqueologia não pode deixar de visitar o Museo Archeologico Nazionale, onde estão muitos dos artefatos encontrados em Pompéia e Herculano. Já quem curte lugares diferentes pode conhecer, Napoli Sotterranea, o subterrâneo da cidade, com túneis greco-romanos e passagens usadas durante a Segunda Guerra, geralmente essa é uma das partes mais surpreendentes do passeio, porém não é muito indicado para quem tem claustrofobia. Para ver Nápoles de cima, suba ao Castelo Sant’Elmo: a vista do Golfo de Nápoles com o Vesúvio ao fundo é daquelas que a gente guarda na memória.

E, claro, tem a comida. A pizza napolitana nasceu aqui e continua imbatível. Na Via dei Tribunali, a Sorbillo costuma ter fila, mas a espera vale a pena. Para algo típico e rápido, experimente uma sfogliatella em qualquer confeitaria tradicional; elas são vendidas quentinhas e recheadas na hora. Caminhar pelos mercados locais, como o Porta Nolana, também ajuda a entender o cotidiano napolitano e rende boas fotos.
Como chegar: Trem Frecciarossa de Roma Termini até Napoli Centrale (1h10, cerca de €40 cada trecho). Compre direto no site da Trenitalia. Se preferir excursão, clique aqui.
Dica 1: À noite, prefira circular pelo Centro Histórico ou Quartieri Spagnoli e evite permanecer nos arredores de Napoli Centrale. Para ver um lado mais local, o bairro Rione Sanità tem street art, igrejas interessantes e um clima mais autêntico.
Dica 2: Se você tem o sonho de conhecer Capri, a famosa ilha italiana, dá para fazer isso facilmente saindo de Nápoles. A travessia de barco leva cerca de 1 hora, dependendo do tipo de ferry, então é bem tranquila para um bate-volta. Os barcos saem o dia todo e chegam direto no Porto de Marina Grande, de onde você já segue para o centrinho, Anacapri ou para o passeio de barco pela ilha.
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Pompeia (Campania)
Pompeia fica pertinho de Nápoles e é um dos bate-voltas mais impressionantes que você pode fazer na Itália. Caminhar pelas ruínas é como entrar em uma cápsula do tempo: as ruas de pedra, as casas, os murais preservados e até os mosaicos mostram como era a vida antes da erupção do Vesúvio em 79 d.C. Logo na entrada, o Fórum de Pompeia já dá aquele impacto inicial — um grande espaço aberto cercado por templos e prédios públicos, com o vulcão ao fundo lembrando o que mudou o destino da cidade para sempre. Andando mais um pouco, dá para visitar o Lupanar, famoso pelas pinturas eróticas, e a Casa del Fauno, uma das maiores e mais luxuosas da região, onde está o famoso mosaico de Alexandre, o Grande.

Outro ponto que chama atenção é o Anfiteatro, um dos mais antigos do mundo, que mostra como o entretenimento era importante na cidade. Os moldes de gesso das vítimas também costumam emocionar quem visita — eles revelam de forma muito real como as pessoas foram surpreendidas pela erupção. O passeio é grande, mas dá para aproveitar bem em um dia, especialmente se você seguir um caminho mais organizado. A visita com guia (ou áudio-guia) também ajuda a entender detalhes que passam batido, como os termopolium, as “lanchonetes” romanas, e as fontes espalhadas pelo caminho.
A experiência em Pompeia é intensa, então vale levar água, protetor solar e um chapéu, porque a maior parte do trajeto é a céu aberto. Se quiser complementar o dia, muita gente combina com o Vesúvio, subindo até a cratera depois da visita às ruínas — é cansativo, mas a vista compensa. Mesmo em bate e volta, dá para sentir por que Pompeia é um dos sítios arqueológicos mais famosos do mundo.
Como chegar: Trem Circumvesuviana saindo de Nápoles até a estação Pompei Scavi – Villa dei Misteri (cerca de 1h, bilhete barato). Quem prefere mais conforto pode ir no trem Campania Express, que é mais rápido e menos cheio. Também há excursões saindo de Roma ou Nápoles para quem prefere fazer tudo acompanhado — você pode reservar aqui.
Dica: Compre o ingresso antecipado para evitar filas, especialmente no verão. O inverno e o outono costumam ser épocas mais tranquilas para explorar o sítio arqueológico.

Costa Amalfitana (Salerno, Campania)
A cerca de 2 horas de Roma, Salerno é uma base prática para quem quer conhecer a Costa Amalfitana sem enfrentar o trânsito das estradinhas logo de cara. A cidade tem um centrinho histórico bem compacto e um clima bem diferente dos vilarejos super turísticos da costa. O Duomo, do século XI, é um dos destaques: por fora ele parece simples, mas por dentro tem mosaicos bizantinos e uma cripta dedicada a São Mateus que surpreende bastante. Caminhar pelo Lungomare, o calçadão à beira-mar, é aquele passeio fácil e gostoso para começar o dia; dá para ver as montanhas recortando o Golfo de Salerno e acompanhar o movimento dos moradores indo e vindo.

A partir dali, basta pegar um ônibus ou ferry para chegar às cidades mais famosas da Costa Amalfitana. Amalfi, que já foi uma das grandes repúblicas marítimas da Itália, tem uma catedral linda e bem diferente de tudo o que normalmente vemos no país. As ruelas sobem e descem, sempre cheias de lojinhas e cafés. Já Positano é o cartão-postal clássico: casas coloridas empilhadas na encosta, escadarias intermináveis e praias cercadas por falésias. Quem tiver tempo pode incluir Ravello, que fica mais no alto e tem alguns dos jardins mais bonitos da região, como a Villa Rufolo.
Comida boa não falta. Os pratos com frutos do mar são sempre frescos e comuns nos restaurantes à beira-mar. Em Amalfi, o Ristorante Eolo costuma ser uma das escolhas mais elogiadas, com pratos entre €20–35. E claro, não dá para ir embora sem experimentar um limoncello produzido com os limões enormes e perfumados da região.
Como chegar: Trem Frecciarossa de Roma Termini até Salerno (cerca de 2h, ~€40 o trecho). Depois, ônibus para Amalfi (40 minutos, ~€5) ou ferries na alta temporada. Se quiser optar por uma excursão de ônibus, clique aqui.
Dica: Primavera e início do outono são as melhores épocas para evitar multidões e pegar temperaturas mais agradáveis. Se for explorar o Lungomare ou seguir viagem pela costa, protetor solar é indispensável.
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Assis (Assisi, Umbria)
Assis fica a cerca de 2 horas de Roma e é um dos bate-e-voltas mais diferentes para quem quer um dia mais calmo, com aquele clima de cidade medieval cercada por colinas verdes. Conhecida como terra de São Francisco, a cidade recebe peregrinos do mundo inteiro, mas mesmo quem não tem um roteiro religioso costuma se impressionar com a arquitetura, as paisagens e a sensação de “voltar no tempo”. O ponto principal é a Basílica de São Francisco, Patrimônio UNESCO. Ela é dividida em duas igrejas, a inferior e a superior, e guarda afrescos famosos de Giotto que contam a vida do santo. A cripta, logo abaixo, é um dos lugares mais visitados da cidade.
A partir dali, as ruelas de pedra levam até a Piazza del Comune, o centro da vida local. Nessa praça fica o antigo Templo de Minerva, um prédio romano do século I a.C. que acabou transformado em igreja na Idade Média, aquele tipo de contraste que só a Itália consegue criar. Subindo mais um pouco, chega-se à Rocca Maggiore, uma fortaleza enorme com uma vista aberta para as planícies da Umbria. Em dias claros, dá até para ver outras cidadezinhas ao longe.

Assis também é muito ligada à gastronomia da região. As trufas são comuns nos pratos locais, e o strangozzi al tartufo é um dos mais tradicionais. A Trattoria Pallotta é uma das opções mais conhecidas no centrinho e costuma agradar quem procura comida típica sem complicação. Outra boa pedida é parar em uma enoteca para provar vinhos da região, como o Orvieto Classico, que combina bem com pratos umbrianos.
No geral, Assis tem um clima bem diferente de Roma: silenciosa, cheia de vistas bonitas e com aquela atmosfera tranquila que faz você andar mais devagar, sem pressa.
Como chegar: Trem regional saindo de Roma Termini para Assisi (cerca de 2h, entre €12 e €20 cada trecho). Da estação até o centro histórico, há ônibus frequentes; algumas épocas têm funicular ou shuttle local (em torno de €1). Se preferir uma excursão de ônibus, clique aqui.
Dica: As ruas são todas de pedra e algumas bem inclinadas, então sapatos confortáveis fazem diferença. O outono costuma ser uma época ótima para visitar, com temperaturas agradáveis e a paisagem da Umbria cheia de cores.
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Dicas Práticas Finais
Melhor época: Abril e maio, ou setembro e outubro, são os meses mais tranquilos, com temperaturas entre 15°C e 25°C. Para quem faz questão de praia, o verão funciona bem na Costa Amalfitana; só vá preparado para calor forte e mais movimento.
Transporte: A forma mais fácil de circular entre essas cidades é de trem. O app da Trenitalia mostra horários e preços (normalmente entre €12 e €50 por trecho). Lembre de validar bilhetes regionais antes de embarcar. Quem optar por carro (aluguel em torno de €30 por dia) ganha flexibilidade, mas encontra trânsito e estacionamento limitados, principalmente na Costa Amalfitana. Se quiser reservar um carro, faça aqui sua cotação.
Evitando filas: Para atrações concorridas como o Duomo e a Uffizi, em Florença, a Torre de Pisa e vários pontos turísticos da Costa Amalfitana, reservar online faz muita diferença e economiza um bom tempo do dia. A gente tem a maioria desses ingressos disponíveis, é só consultar aqui. quando estiver planejando. Chegar cedo também ajuda bastante, especialmente nos dias de sol, quando as filas costumam crescer rápido.
Segurança: Em estações grandes, como a Napoli Centrale, vale ficar com a atenção redobrada. Bolsas sempre fechadas, mochila na frente e nada de celular no bolso de trás — é ali que os furtos acontecem com mais facilidade. Evite também deixar mala distraída no chão enquanto consulta o painel ou espera o trem. Com alguns cuidados simples, dá para circular tranquilo mesmo nos horários mais movimentados. Quer uma versão ainda mais detalhada?
Idioma: Um simples “Buongiorno” e um “Grazie” já facilitam tudo. Os italianos realmente apreciam quando o turista tenta usar o básico do idioma, então essas palavrinhas abrem portas e deixam as interações muito mais simpáticas. Se pintar alguma frase mais complicada, o Google Translate no modo offline resolve rapidinho — ele ajuda com cardápios, placas e até naquelas conversas inesperadas que surgem no caminho. É aquele combo perfeito para quem quer se virar bem sem precisar falar italiano de verdade.
Essas viagens mostram como é fácil sair de Roma e descobrir cidades completamente diferentes em poucas horas. Seja para ver arte, comer bem ou só mudar de paisagem por um dia, esses roteiros sempre valem a pena.







