O que fazer em Berlim: atrações, história e experiências imperdíveis

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Berlim é uma cidade que não tenta ser charmosa como Paris nem elegante como Viena, mas oferece história em cada esquina, arte por todos os lados e uma energia moderna que faz tudo parecer vivo o tempo todo. É um destino que mistura passado e presente de um jeito muito próprio, com museus incríveis, bairros cheios de personalidade, lugares marcados pela Segunda Guerra e pelo Muro, além de uma cena cultural super diversa.

Para quem vai pela primeira vez, Berlim é o tipo de cidade que pede curiosidade e um roteiro bem organizado para aproveitar o melhor de cada região. Neste guia reuni as atrações mais importantes e as dicas essenciais para planejar sua viagem sem complicação.

Como é Berlim

Berlim carrega um papel importante na história mundial, e isso aparece em quase tudo. A cidade viveu momentos decisivos do século XX, desde a ascensão do nazismo até a Segunda Guerra, além da divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental durante a Guerra Fria. O Muro não foi só uma fronteira física, mas um símbolo da tensão política da época, e grande parte do turismo de hoje passa justamente por esses lugares que marcaram o mundo.

Apesar desse passado intenso, Berlim é moderna, criativa e cheia de vida. Museus enormes, arte urbana, bairros com perfis completamente diferentes e uma cena cultural que se renova o tempo todo fazem com que a cidade tenha uma energia única. É um destino urbano, espalhado e muito diverso, onde cada região parece contar uma parte diferente da história da cidade.

Os bairros ajudam bastante a entender essa mistura. Mitte concentra os pontos turísticos mais conhecidos e muitas das áreas ligadas à Segunda Guerra e ao período do Muro. Kreuzberg tem influência multicultural e um clima mais alternativo. Friedrichshain é jovem e cheio de murais e bares, Prenzlauer Berg traz ruas tranquilas e cafés, e Charlottenburg tem um perfil mais clássico. O transporte público facilita muito a vida e conecta tudo de forma prática.

Berlim combina bem com roteiros maiores pela Alemanha e também combina com cidades próximas, como Praga, Hamburgo ou Varsóvia. E mesmo quem volta depois de alguns anos encontra novidades, exposições diferentes e bairros que mudaram completamente.

O que fazer em Berlim

Abaixo você vai encontrar atrações que ajudam a entender Berlim de verdade, desde os lugares marcados pela Segunda Guerra e pela Guerra Fria até pontos modernos que mostram como a cidade se reinventou nas últimas décadas. É um destino que mistura museus gigantes, praças históricas, trechos preservados do Muro e áreas cheias de arte urbana, então a combinação de visitas acaba sendo bem variada.

Por ser uma cidade bastante procurada, especialmente na alta temporada e em feriados europeus, vale garantir seus ingressos com antecedência para evitar filas e imprevistos. Você pode comprar entradas para diversas atrações de Berlim com os nossos parceiros habituais.

Portão de Brandemburgo

O Portão de Brandemburgo é o monumento mais emblemático de Berlim e um dos símbolos mais conhecidos da Alemanha. Construído no final do século XVIII, ele fazia parte de uma antiga entrada da cidade e representava poder e prestígio do reino da Prússia. Com o tempo, acabou testemunhando praticamente todos os grandes acontecimentos da história alemã, desde desfiles militares e ocupações até discursos e celebrações importantes.

Durante o período da Guerra Fria, o Portão ficou exatamente na região que dividia Berlim Oriental e Berlim Ocidental, numa área de acesso restrito e completamente vazia. Por isso ele acabou virando um dos grandes símbolos da separação do país. Quando o Muro caiu em 1989, o monumento também se tornou um dos ícones da reunificação e da nova fase da cidade, e até hoje é um ponto muito associado à ideia de superação e reconstrução.

A região onde ele está localizado, a Pariser Platz, é toda aberta e agradável para caminhar, com prédios importantes ao redor e fácil acesso às principais atrações do centro. Ali perto ficam o Memorial do Holocausto, o Reichstag e o Tiergarten, então é comum incluir tudo no mesmo passeio. O Portão rende boas fotos em qualquer horário, mas ao entardecer ele fica ainda mais bonito com a iluminação. A estação mais próxima do Portão de Brandemburgo é Brandenburger Tor, que atende tanto o S-Bahn (linhas S1, S2 e S25) quanto o metrô U-Bahn linha U5.

Memorial do Holocausto

O Memorial do Holocausto, oficialmente chamado de Memorial aos Judeus Mortos da Europa, é um dos lugares mais marcantes de Berlim. Ele foi inaugurado em 2005 e ocupa um grande quarteirão perto do Portão de Brandemburgo, com mais de 2.700 blocos de concreto de alturas diferentes formando um labirinto a céu aberto. A ideia é justamente provocar reflexão, já que conforme você caminha entre os blocos, a sensação muda e vai ficando mais profunda conforme o terreno desce.

O espaço foi criado em homenagem às vítimas do regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, e a proposta é que cada visitante tenha sua própria interpretação do memorial, sem placas explicativas no terreno principal. Para quem quiser entender melhor o contexto histórico, existe um centro de informações no subsolo com relatos e documentos da época. É um lugar simples de visitar, mas forte, e ajuda muito a compreender o impacto da guerra na história da Alemanha e da Europa. É um dos lugares mais imapctantes que já visitei. A história e fotos de famílias separadas durante a guerra, com alguns membros fugidos para outros países, outros mortos e outros simplesmente desaparecidos é extremamente perturbador. A entrada é gratuita e costuma ser mais tranquila no começo da manhã.

Reichstag e a Cúpula de Vidro

O Reichstag é a sede do Parlamento alemão e um dos prédios mais importantes da cidade. Depois da reunificação, ele passou por uma grande restauração e ganhou a famosa cúpula de vidro projetada por Norman Foster, que permite ver a cidade do alto enquanto você caminha pela estrutura em espiral. A vista é bonita e a experiência é diferente das outras atrações de Berlim, porque mistura arquitetura moderna com um edifício cheio de história.

A visita à cúpula é gratuita, mas precisa de reserva antecipada pelo site oficial, já que o acesso é controlado. A entrada costuma esgotar em alguns dias, então vale garantir antes da viagem.

Topografia do Terror

A Topografia do Terror é um centro de documentação instalado no local onde funcionavam a Gestapo e a SS durante o regime nazista. O espaço reúne fotos, documentos e explicações que ajudam a entender como operavam os órgãos de repressão e como esse sistema afetou a Alemanha e a Europa durante a Segunda Guerra. A visita é clara, direta e ajuda muito a contextualizar vários acontecimentos históricos ligados ao período.

A entrada é gratuita e o prédio fica ao lado de um trecho preservado do antigo Muro de Berlim, o que deixa a experiência ainda mais completa. A estação de metrô mais próxima é Kochstraße/Checkpoint Charlie (linha U6), a cerca de oito minutos de caminhada. Também dá para chegar pelas estações Anhalter Bahnhof ou Potsdamer Platz, ambas com acesso fácil e pouco mais de dez minutos caminhando. Fica pertinho de Checkpoint Charlie, então é comum visitar os dois no mesmo passeio.

Checkpoint Charlie

O Checkpoint Charlie era o ponto de passagem mais famoso entre Berlim Oriental e Ocidental durante a Guerra Fria. Era aqui que diplomatas, militares aliados e algumas poucas pessoas autorizadas podiam cruzar a divisão da cidade. Hoje, o local tem réplicas das placas e do antigo posto de controle, além de painéis que explicam como funcionava a fronteira e algumas histórias de tentativas de fuga da época. É uma parada rápida, mas ajuda a visualizar o clima de tensão que marcou a cidade durante aqueles anos.

No posto atual você vai ver figurantes vestidos de guardas oferecendo fotos e carimbos simbólicos. Eles cobram pelo serviço e os carimbos são apenas decorativos, sem qualquer valor oficial. Não é recomendado carimbar o passaporte, já que não é um registro reconhecido, então o ideal é pedir para colocarem num papel avulso, caso você queira guardar como lembrança. A visita é gratuita e feita ao ar livre.

Museu Judaico de Berlim

O Museu Judaico de Berlim é um dos museus mais impressionantes da cidade, tanto pelo conteúdo quanto pela arquitetura. O prédio em formato fragmentado, projetado por Daniel Libeskind, já dá o tom antes mesmo da visita: são corredores inclinados, espaços vazios e elementos simbólicos que ajudam a transmitir momentos marcantes da história judaica na Alemanha. Lá dentro, a exposição permanente apresenta objetos, registros e relatos que mostram séculos de cultura judaica, além dos impactos do nazismo e da Segunda Guerra.

É uma visita mais longa e detalhada, então vale ir com um pouco de tempo. A entrada é paga, e você pode comprar o ingresso online para evitar fila, especialmente em períodos mais movimentados. O museu fica a cerca de 15 minutos de caminhada do Checkpoint Charlie, o que facilita encaixar tudo no mesmo dia. A estação mais próxima é Hallisches Tor (linhas U1 e U3), mas também dá para chegar por Kochstraße/Checkpoint Charlie com uma caminhada um pouco maior.

Gendarmenmarkt

A Gendarmenmarkt é considerada uma das praças mais bonitas de Berlim e é cercada por três edifícios imponentes: a Konzerthaus (sala de concertos) no centro, a Deutscher Dom e a Französischer Dom nas laterais. A combinação da arquitetura e do espaço amplo cria um visual bem marcante, ótimo para fotos e para uma parada mais tranquila no meio do roteiro. A praça também costuma receber mercados de Natal e alguns eventos sazonais, então dependendo da época da viagem a experiência pode ser ainda mais interessante.

A visita é gratuita e rápida, já que a graça está no conjunto e no visual da praça. Fica no bairro de Mitte e é fácil chegar usando o metrô Stadtmitte (linhas U2 e U6), que fica a poucos minutos de caminhada. Como está perto do Checkpoint Charlie, dá para combinar as duas visitas no mesmo dia sem complicação.

Memorial da Berlim Mural (Bernauer Strasse)

O Memorial da Berlim Mural, na Bernauer Strasse, é um dos melhores lugares para entender como o Muro realmente funcionava no dia a dia. Ali existe um trecho preservado com muro, torres de vigilância e a “faixa da morte”, exatamente como era durante a divisão da cidade. Painéis e fotos espalhados pela rua contam histórias de famílias separadas, fugas, casas que ficaram encostadas no muro e como a vida mudou de uma hora para outra quando a fronteira foi fechada.

A visita é gratuita e fica toda ao ar livre, então você pode caminhar no seu ritmo e seguir o percurso original do muro por algumas quadras. Há também um centro de visitantes para quem quiser se aprofundar mais. A estação mais próxima é Bernauer Strasse (linha U8), que deixa praticamente em frente ao memorial, facilitando bastante o acesso.

Ilha dos Museus (Museumsinsel)

A Ilha dos Museus é um conjunto de cinco museus instalados em prédios históricos às margens do rio Spree e é considerada uma das áreas culturais mais importantes da Alemanha. Entre os destaques estão o Pergamonmuseum, famoso pelas reconstruções monumentais de estruturas antigas, e o Neues Museum, onde está o busto de Nefertiti, uma das obras mais conhecidas do acervo. Mesmo que você não queira entrar em todos, o passeio pela ilha já vale pela arquitetura e pela atmosfera da região.

Para quem pretende visitar mais de um museu da ilha, uma opção prática é a Berlin WelcomeCard Museum Island, que inclui entrada em todos os museus da Ilha dos Museus e ainda oferece transporte público ilimitado durante o período escolhido, além de descontos em várias outras atrações da cidade. A estação mais próxima é Museumsinsel (linha U5), que deixa praticamente em frente ao complexo. Como fica no coração de Mitte, é fácil combinar essa visita com a Catedral de Berlim.

Catedral de Berlim (Berliner Dom)

A Catedral de Berlim é um dos prédios mais imponentes da cidade e chama atenção logo à primeira vista, com sua cúpula verde que domina a paisagem da Ilha dos Museus. Por dentro, a visita revela um interior elegante, o órgão impressionante e várias capelas preservadas. Grande parte da estrutura que vemos hoje foi reconstruída depois da Segunda Guerra, já que o prédio sofreu danos consideráveis durante os bombardeios, o que acaba sendo uma curiosidade interessante para quem gosta de história. No subsolo fica o mausoléu da família Hohenzollern, com vários sarcófagos antigos que muitas pessoas não sabem que existem.

Quem quiser pode subir até a parte superior da cúpula, de onde se tem uma vista muito bonita da região central de Berlim, principalmente nos dias mais abertos. A entrada é paga e pode ser comprada online, o que costuma agilizar a visita em períodos mais cheios.

DDR Museum

O DDR Museum é um museu interativo que mostra como era a vida cotidiana na antiga Alemanha Oriental antes da queda do Muro. Em vez de vitrines tradicionais, ele tem ambientes reproduzidos, objetos originais e várias áreas onde você pode mexer, abrir gavetas, escutar áudios e até entrar em um carro Trabant. É um jeito bem diferente de entender o dia a dia, a cultura e as regras do regime socialista, e costuma agradar tanto adultos quanto adolescentes por ser mais dinâmico.

A entrada é paga e o museu costuma ficar cheio, principalmente à tarde e em dias de chuva, então comprar o ingresso com antecedência ajuda a evitar filas. Ele fica às margens do rio Spree, bem ao lado da Catedral de Berlim, e a estação mais próxima é Hackescher Markt (linhas do S-Bahn). Também dá para chegar caminhando a partir da Ilha dos Museus.

Alexanderplatz e Torre de TV (Fernsehturm)

Alexanderplatz é uma das principais praças de Berlim e funciona como um grande ponto de encontro da cidade. Ela ficou conhecida no período da Alemanha Oriental, quando era um dos centros comerciais mais importantes de Berlim, e até hoje mantém esse movimento intenso. A região é cheia de lojas, shoppings, restaurantes, hotéis e conexões de metrô, bonde e S-Bahn, então acaba virando referência para quem circula pela cidade. Durante a Segunda Guerra, grande parte dos prédios ao redor foi destruída, e a praça acabou sendo totalmente remodelada no pós-guerra; quando o Muro foi construído, em 1961, Alexanderplatz ficou no lado Oriental, o que fica bem evidente na arquitetura.

É também em Alexanderplatz que fica a Torre de TV, o prédio mais alto de Berlim. A subida é uma das atrações mais procuradas, porque lá de cima dá para ver praticamente toda a cidade e identificar vários pontos famosos, como a Catedral, a Ilha dos Museus e o Portão de Brandemburgo. A entrada é paga e esgota com frequência, principalmente no fim da tarde, então vale garantir o ingresso antes para evitar filas longas.

A estação Alexanderplatz (U2, U5, U8 e várias linhas de S-Bahn) deixa você praticamente dentro da praça, então o acesso é super simples. Muita gente combina essa visita com a Museumsinsel ou com um passeio pelas lojas e ruas da região.

East Side Gallery

A East Side Gallery é o trecho mais famoso do antigo Muro de Berlim e virou uma grande galeria de arte a céu aberto após 1989. São mais de um quilômetro de murais pintados por artistas do mundo todo, cada um abordando temas ligados à liberdade, reunificação e ao período de divisão da Alemanha. É um dos lugares mais fotogênicos da cidade e, ao mesmo tempo, um dos mais simbólicos, já que esse pedaço do muro permaneceu exatamente onde estava no fim da Guerra Fria.

A visita é gratuita e pode ser feita a qualquer horário. O melhor ponto de acesso costuma ser pela estação Warschauer Straße (linhas do S-Bahn e U1), que deixa a poucos minutos da parte mais movimentada da galeria. Também dá para chegar pela estação Ostbahnhof, que já cai no começo do trecho. Como o percurso é linear, muita gente faz a caminhada de um lado a outro e aproveita para explorar cafés e lojinhas da região depois.

City tour em ônibus de dois andares

O city tour em ônibus de dois andares é uma forma prática de dar uma geral por Berlim sem precisar caminhar muito. As linhas passam pelos principais pontos turísticos, como Portão de Brandemburgo, Checkpoint Charlie, East Side Gallery, Alexanderplatz, Reichstag e vários outros lugares que costumam fazer parte do roteiro de quem visita a cidade pela primeira vez. Você pode descer e subir quantas vezes quiser dentro do período do bilhete, o que ajuda bastante na hora de encaixar atrações mais espalhadas. O tour é pago e vale comprar o ingresso antes, principalmente em épocas de alta temporada. As saídas acontecem em vários pontos de Mitte, geralmente perto de Alexanderplatz ou do Portão de Brandemburgo.

Berlim com crianças

Berlim não é uma cidade conhecida como “destino infantil”, mas surpreende muito quem viaja em família. A cidade tem museus interativos, parques enormes, espaços ao ar livre e atrações que ajudam as crianças a entenderem um pouco da história local de um jeito mais leve. Além disso, tudo é bem organizado, o transporte funciona super bem e as distâncias são tranquilas, o que facilita bastante o dia a dia com os pequenos. Aqui vão algumas sugestões que costumam agradar diferentes idades e que cabem quando combinadas com outras atrações da cidade.

Legoland Discovery Centre (Potsdamer Platz)

Um dos programas mais fáceis para quem viaja com crianças menores. É um espaço fechado cheio de construções gigantes de LEGO, áreas temáticas, mini-montanhas-russas e atividades para brincar à vontade. Ótimo para dias frios ou chuvosos e costuma ser sucesso entre os pequenos. Metrô/S-Bahn: Potsdamer Platz (U2/S1/S2/S25). Compre ingresso do Legoland Discovery Center aqui.

Museum für Naturkunde (Museu de História Natural)

O museu impressiona logo na entrada, com um dos maiores esqueletos de dinossauro montados do mundo. As salas têm fósseis, animais empalhados, meteoritos e seções interativas que prendem a atenção das crianças. É educativo sem ser cansativo. Metrô: Naturkundemuseum (U6). Compre ingresso para o Museu de História Natural aqui.

Deutsches Technikmuseum (Museu Alemão de Tecnologia)

Um museu gigante, cheio de aviões, locomotivas, barcos, máquinas antigas e áreas interativas. Crianças e adolescentes costumam amar pela quantidade de coisas diferentes para ver e tocar. Dá para passar horas lá dentro sem perceber. Metrô: Gleisdreieck (U1/U2/U3). Compre ingressos para o Museu Alemão de Tecnologia aqui.

Tiergarten

O maior parque de Berlim, ótimo para correr, brincar, fazer piquenique e dar uma pausa entre atrações históricas. Não é uma atração infantil “tradicional”, mas é ótimo para famílias por ter espaço, sombra e áreas mais tranquilas. Acesso gratuito. Metrô/S-Bahn: Brandenburg Gate/Brandenburger Tor (U5 + S-Bahn).

Berlin Zoo + Aquarium

O zoológico mais tradicional da Alemanha, com uma grande variedade de animais e um aquário enorme logo ao lado. É um dos passeios mais tranquilos para famílias e é um bom programa em qualquer época do ano.
Metrô/S-Bahn: Zoologischer Garten (U2/U9 + S-Bahn). Os ingressos podem ser comprados na porta.

Como se locomover em Berlim

Berlim é uma cidade grande e espalhada, mas o transporte público facilita muito a vida de quem está visitando. A cidade é atendida pelo U-Bahn (metrô), S-Bahn (trem urbano), bonde (tram) e ônibus, todos integrados e fáceis de usar. As linhas cobrem praticamente todas as regiões turísticas e funcionam com boa frequência, inclusive fora dos horários de pico. Para quem não está acostumado, o mapa pode parecer confuso no início, mas depois de um ou dois trajetos tudo começa a fazer sentido.

A maior diferença é entre o U-Bahn e o S-Bahn. O U-Bahn circula mais no subsolo, com paradas frequentes, e costuma ser a opção mais prática para deslocamentos dentro de bairros como Mitte. O S-Bahn funciona como um trem de superfície e é ótimo para cobrir distâncias maiores, alcançar regiões mais afastadas ou fazer conexões rápidas. Muitos trajetos combinam os dois sistemas, então é normal alternar entre eles no mesmo dia.

Para quem pretende usar bastante transporte, o Berlin WelcomeCard costuma ser a opção mais simples. Ele inclui transporte ilimitado no período escolhido e descontos em várias atrações, além de evitar a compra constante de bilhetes individuais. As zonas tarifárias funcionam assim: Zona A cobre o centro (Mitte e arredores), Zona B vai até a área mais externa da cidade, e a Zona C inclui lugares mais afastados, como Potsdam. A maioria dos viajantes usa apenas A e B, mas se você pretende visitar Potsdam, lembre-se de escolher a versão ABC.

Em Berlin, conseguir mapas e horários do transporte público é bem simples. O sistema é administrado pela BVG, e o site oficial reúne todas as informações de metrô, trem suburbano, bondes e ônibus, incluindo mapas atualizados e horários em tempo real. No celular, os apps BVG Fahrinfo e DB Navigator são ótimos para planejar rotas, ver conexões e acompanhar mudanças de plataforma. Eles funcionam praticamente como um Google Maps local. Para quem gosta de ter tudo em mãos, os mapas impressos estão disponíveis gratuitamente nas estações maiores, centros de atendimento e também em muitos hotéis.

Mesmo com o transporte eficiente, dá para fazer muita coisa a pé. A região de Mitte, Museumsinsel, Unter den Linden e arredores do Portão de Brandemburgo é plana e fácil de caminhar. Já bairros mais afastados podem exigir mais metrô ou trem. Táxi e carros por aplicativo também funcionam bem, mas não são tão necessários porque o transporte público resolve quase tudo. Se quiser explorar um pouco mais devagar, Berlim é ótima para andar de bicicleta, e existem vários pontos de aluguel espalhados pela cidade.

Sobre alugar carro, não é algo que facilita a vida dentro de Berlim. O trânsito pode ser pesado em alguns horários, estacionar é caro e às vezes complicado, e muitas áreas centrais têm restrições para circulação. O carro só vale a pena se você estiver fazendo uma viagem maior pela Alemanha ou se pretender visitar cidades próximas que não têm acesso tão simples por trem. Dentro da cidade, transporte público e caminhada acabam sendo as opções mais práticas.

Onde ficar em Berlim

Como já comentamos, Berlim é uma cidade bem espalhada, mas para turismo a região mais prática acaba sendo o centro, principalmente os bairros de Mitte, Alexanderplatz, Tiergarten, Friedrichshain e arredores da Hauptbahnhof (estação central). Ali você fica perto das atrações principais e com acesso fácil ao metrô (U-Bahn), trens urbanos (S-Bahn) e tram.

Os valores abaixo são “a partir de” para diárias em baixa temporada, sempre pensando nas tarifas mais baratas encontradas recentemente, sem taxas e para quarto duplo. Os preços variam bastante conforme data, categoria de quarto e antecedência, então é sempre bom simular nas suas datas.

O easyHotel Berlin Hackescher Markt é um hotel bem básico, com quartos pequenos e sem café da manhã incluído, mas super bem localizado em Mitte, pertinho de Hackescher Markt, da Ilha dos Museus e da Alexanderplatz, dá para fazer muita coisa a pé. Não tem luxo nem muitos serviços, é aquele esquema “chegar, dormir e sair para passear”, com boa relação custo-benefício para quem quer focar em localização central. Diárias a partir de €90.

O Ibis budget Berlin Alexanderplatz é outra opção econômica de rede, a poucos minutos a pé da Alexanderplatz e da Torre de TV. Os quartos são compactos, mas modernos. O café da manhã é cobrado à parte em formato de buffet. Para quem gosta de padrão Ibis e quer algo prático, com metrô, tram e comércio praticamente na porta, acaba sendo uma ótima escolha. Diárias a partir de €70.

Outra opção na região de Alexanderplatz é o B&B Hotel Berlin-Alexanderplatz, um hotel econômico bem avaliado e com pegada moderninha, com quartos bem funcionais. O café da manhã não está incluído, mas o hotel oferece buffet pago à parte com preço fixo. A localização é ótima para quem quer ficar no centro, com fácil acesso à Torre de TV, Ilha dos Museus e várias linhas de transporte público. Diárias a partir de €70.

Mais um nessa região é o H2 Hotel Berlin-Alexanderplatz, ainda entra numa faixa “econômico confortável”: quartos compactos, modernos, com boa estrutura e um grande diferencial, o café da manhã incluído na tarifa. A localização é excelente, a poucos minutos a pé da Alexanderplatz, da Torre de TV e com fácil acesso à Ilha dos Museus e ao resto da cidade. Para quem quer algo simples, mas com um pouquinho mais de conforto e já com café da manhã, é uma ótima opção. Diárias a partir de €100.

Já o Motel One Berlin-Alexanderplatz faz parte de uma rede de design budget muito forte na Europa, com quartos pequenos mas bem pensados, camas confortáveis e áreas comuns bem decoradas. Fica colado na Alexanderplatz, com vista para a Torre de TV em alguns quartos. O café da manhã é em estilo buffet e normalmente é pago à parte. É aquele meio-termo ótimo entre preço, conforto e localização para quem quer algo bonitinho sem ir para o luxo. Diárias a partir de €115.

O a&o Berlin Hauptbahnhof é uma mistura de hostel com hotel, com quartos privativos e também opções compartilhadas, a poucos minutos da estação central de Berlim. É uma boa escolha para quem quer preço baixo, fácil conexão com trem e aeroporto, e não se importa com um clima mais simples e movimentado. O café da manhã é pago à parte em esquema de buffet. Diárias a partir de €50.

Também na região da estação central, de Hauptbahnhof, tem o Ibis Berlin Hauptbahnhof, um hotel econômico e bem prático. Os quartos seguem o padrão da rede, simples e confortáveis. A localização é ótima para quem quer ter acesso rápido ao transporte público, já que dali saem metrô, S-Bahn e ônibus para várias áreas turísticas. O café da manhã é oferecido em buffet, mas normalmente não está incluído na tarifa mais baixa. Diárias a partir de €90.

Estação Hauptbahnhof fica numa região com metrô e trem para vários bairros e outras cidades

Já o Hotel AMANO Grand Central, que fica praticamente em frente à Hauptbahnhof, tem um estilo é moderno, com bar no terraço e quartos de tamanho razoável para padrão europeu. O café da manhã é em buffet e costuma ser cobrado à parte. Boa pedida para quem quer ficar bem conectado ao transporte sem pagar valores muito altos. Diárias a aprtir de €85.

O Hotel Novotel Suites Berlin City Potsdamer é uma opção de hotel moderado, moderno e confortável na área de Potsdamer Platz, perfeita para quem quer ficar bem localizado entre Mitte e Kreuzberg. Os quartos são suítes espaçosas, com ambientes separados para dormir e relaxar, além de pequenas áreas de estar, o que acaba funcionando bem para famílias ou quem fica vários dias na cidade. A estrutura inclui lounge, restaurante e conexão fácil com transporte público. Café da manhã normalmente não está incluído, podendo ser adicionado por um custo extra. Diárias a partir de €110.

O H4 Hotel Berlin Alexanderplatz é outro hotel 4 estrelas bem completo, também na região da Alexanderplatz, com quartos mais espaçosos, estrutura de restaurante, bar, academia e estacionamento pago. O café da manhã é em buffet bem variado, normalmente cobrado à parte, e o hotel agrada quem quer um nível acima dos econômicos, mas ainda com bom custo-benefício. A localização é excelente para turismo, com metrô, tram e várias atrações a uma curta caminhada. Diárias a partir de €110.

Um pouquinho mais carro, tem o NH Collection Berlin Mitte am Checkpoint Charlie um hotel 4 estrelas numa localização ótima, perto do Checkpoint Charlie, da Friedrichstrasse e relativamente perto da Ilha dos Museus. Tem quartos confortáveis, áreas comuns elegantes, spa e um café da manhã em buffet bem elogiado, que em geral não está incluído na tarifa. Fica um pouco acima do meio-termo em preço, mas é uma boa opção para quem busca conforto extra e quer ficar numa área bem central. Diárias a partir de €170.

Para quem busca um hotel de luxo, o Hotel Adlon Kempinski Berlin é um dos hotéis mais icônicos da Alemanha, com localização imbatível bem em frente ao Portão de Brandemburgo. É aquele nível de luxo clássico, com serviço muito elogiado, quartos amplos, spa completo e restaurantes renomados. O café da manhã é servido no próprio hotel, em estilo buffet com muitas opções, mas geralmente não está incluído na tarifa. Ideal para quem quer uma experiência bem marcante em Berlim e não se importa em investir mais na hospedagem. Diárias a partir de €350.

Outra opção de luxo tem a opção do Rocco Forte Hotel de Rome Berlin, um 5 estrelas instalado em um antigo prédio histórico, perto da Unter den Linden e relativamente próximo da Gendarmenmarkt e da Ilha dos Museus. Tem estilo sofisticado, com quartos elegantes, spa com piscina interna e um terraço com vista da cidade. O café da manhã é oferecido no hotel, mas cobrado à parte. É uma opção de luxo bem localizada para quem quer ficar no coração de Berlim, com fácil acesso a várias atrações a pé. Diárias a aprtir de €475.

Hotel de Rome Berlin é muito luxuoso

Onde comer em Berlim

A culinária de Berlim mistura pratos tradicionais alemães com influências de várias partes do mundo, então é fácil encontrar desde comida típica até opções mais modernas e internacionais. Entre os pratos mais clássicos, o currywurst é provavelmente o mais famoso da cidade, uma salsicha fatiado servido com molho de tomate temperado com curry. Outro prato bem conhecido é o schnitzel, carne empanada e frita que lembra bastante o nosso bife à milanesa. Nas casas mais tradicionais você também encontra opções como bratwurst, chucrute, batatas em diferentes versões e pratos à base de carne de porco.

A Alemanha também é conhecida por suas cervejas, e em Berlim isso é bem evidente. As mais comuns são as tipo pilsen e lager, mas a cidade também tem a tradicional Berliner Weisse, uma cerveja leve e levemente ácida, às vezes servida com xaropes de framboesa ou maçã para suavizar o sabor. Para quem gosta de provar rótulos diferentes, muitas cervejarias e bares oferecem opções artesanais locais.

Entre os restaurantes que costumam agradar viajantes, o Mustafa’s Gemüse Kebap, em Kreuzberg, é um dos lugares mais famosos para döner kebab, com fila quase sempre, mas sabor que faz jus à fama. O Konnopke’s Imbiss, em Prenzlauer Berg, é um dos pontos mais tradicionais para experimentar currywurst, funcionando desde 1930 e perto da estação Eberswalder Straße. Já o Hofbräu Berlin, perto da Alexanderplatz, é uma boa escolha para quem quer comida alemã clássica em porções generosas, com mesas grandes e clima descontraído.

A culinária alemã tem muita carne de porco e batata

Para quem prefere algo mais contemporâneo, o Neni Berlin, no bairro de Charlottenburg, tem pratos do Oriente Médio e mediterrâneos em um ambiente moderninho, com vista bonita nos andares mais altos. Perto dali, o Burgermeister é muito popular para hambúrguer, especialmente a unidade de Schlesisches Tor, que funciona em um antigo banheiro público reformado e virou ponto icônico. Para um jantar mais arrumado, o Borchardt, no centro, é um dos restaurantes mais tradicionais da cidade e bem conhecido pelo schnitzel servido em porção generosa. E se a ideia é explorar sabores diferentes, o House of Small Wonder, perto de Friedrichstrasse, mistura influências japonesas e europeias em pratos bem montados, num ambiente cheio de plantas e clima acolhedor.

Para quem viaja com crianças, é bom saber que muitos restaurantes têm menu infantil e atendem bem famílias. Na maior parte dos lugares, não é preciso fazer reserva para almoço, mas para jantares em restaurantes mais disputados vale garantir com antecedência. Berlim tem opções para todos os gostos, desde os clássicos até os descolados, então dá para encaixar vários perfis dentro do mesmo roteiro gastronômico.

Dicas Práticas Finais sobre Berlim

Berlim é uma cidade segura para turistas, inclusive à noite, mas como em qualquer capital grande é bom ficar atento em locais muito movimentados, especialmente em estações grandes como Alexanderplatz, Zoologischer Garten e Hauptbahnhof. Bolsos dianteiros, mochila sempre bem fechada e atenção redobrada em áreas turísticas já resolvem a maior parte das situações. No geral, caminhar por Berlim é tranquilo e você vai ver muita gente usando transporte público sem preocupação.

O idioma oficial é o alemão, mas o inglês é bem falado em praticamente todas as áreas turísticas. Funcionários de hotéis, restaurantes, museus e transporte costumam falar inglês, então ninguém precisa dominar o alemão para se virar. Mesmo assim, aprender algumas palavrinhas básicas, como “danke” (obrigado) e “bitte” (por favor/com licença), sempre ajuda e costuma ser bem recebido.

No transporte público, lembre-se de validar o bilhete se estiver usando ticket avulso. Maquininhas ficam perto das entradas das estações e nos bondes. Quem estiver usando o Berlin WelcomeCard só precisa validar uma vez, logo no primeiro uso. Outro ponto importante é que metrô e trens funcionam com sistema aberto, sem catracas, mas há fiscalização. Evite viajar sem validar o bilhete, porque a multa é alta e cobrada na hora.

Para pagamentos, Berlim é mais “meio-termo”: aceita cartão em muitos lugares, mas não em todos. Pequenos cafés, padarias e barracas de rua às vezes só aceitam dinheiro, então vale sempre ter alguns euros na carteira. Já restaurantes, lojas e atrações maiores costumam aceitar cartão sem problema. Em relação a gorjetas, não existe regra rígida, mas é comum arredondar a conta ou deixar algo em torno de 5% a 10% quando o serviço é bom.

Outro ponto que ajuda bastante é saber que muitos estabelecimentos fecham cedo, principalmente lojas fora das áreas mais turísticas. Supermercados também tendem a fechar mais cedo do que no Brasil, e aos domingos quase tudo fica fechado, inclusive comércio, shoppings e mercados. Restaurantes e atrações turísticas seguem funcionando, mas vale se organizar para compras e mercados durante a semana.

No clima, Berlim muda bastante ao longo do ano. No verão, dias longos e temperaturas agradáveis deixam a cidade super viva. No inverno, o frio é bem mais intenso e anoitece cedo, então quem viaja nessa época deve se preparar com roupas adequadas. Primavera e outono são épocas ótimas para caminhar, com temperaturas mais moderadas e a cidade com cores lindas.

Berlim na primavera fica muito florida

Nossa opinião sobre Berlim

Nós amamos Berlim. A cidade tem uma força muito própria e é impossível não se impressionar com tudo o que ela representa. A parte do Muro é forte, marcante e faz a gente lembrar o tempo todo que estamos falando de uma história muito recente, cheia de momentos tensos que ainda ecoam pela cidade inteira. Caminhar por Berlim é quase como andar por um livro de história aberto, onde cada rua traz um pedaço importante do que aconteceu no século passado.

O mais curioso é perceber como as diferenças entre os antigos lados socialista e capitalista ainda aparecem na arquitetura, na estrutura dos bairros e até no jeito como alguns espaços foram reconstruídos. Isso deixa a cidade com um contraste único, fácil de notar até para quem não entende muito de história ou urbanismo.

No fim das contas, Berlim é praticamente um museu a céu aberto. É uma cidade que faz pensar, emociona e surpreende, mas também é leve, moderna, criativa e cheia de vida.

Foto de Andreza Trivillin

Andreza Trivillin

Paulistana, nascida na Moóca, moradora do Ipiranga por mais de 20 anos até se mudar para Orlando. Administradora de Empresas formada pela FAAP, com MBA em Marketing pela ESPM. Mãe de uma, esposa de outro. Apaixonada por viagens, fã da Disney, curiosa e engraçadinha por natureza. Juntou tudo isso e deu um blog e numa agência de viagens que ajudam anualmente milhares de pessoas com as suas viagens para Orlando e outros destinos.

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